sexta-feira, 25 de junho de 2010

Agora é a vez de Portugal

Bom, depois da França, agora era a vez de conhecer Portugal. Desembarcamos em Porto e a missão agora era encontrar 2 primos, que nunca haviamos visto, para que nos levassem até Vila Pouca de Aguiar, terra natal da minha bisavó. Não foi dificil, pois a prima Irene é idêntica à prima Orlando ( da França), então, molezinha!!!!
No primeiro momento, rola aquele constrangimento, sabe como é né, ninguém se conhece, a gente fica querendo puxar assunto, fala do tempo umas mil vezes até você ganhar intimidade suficiente para poder brincar. Aí, depois que ganha intimidade, acabou!!! É um zoando o outro. Muito legal.!!! Bom, chegamos à Vila Pouca de Aguiar e a primeira impressão não foi boa. Realiza..., você sai da França onde tem Torre Eiffel, Museu do Louvre, Disney, etc, etc, etc, e vai para um lugar onde algumas casas ainda são de pedras, onde na porta de casa passam bodes, búffalos, boi e boiada. Quando você olha pro lado, vê plantação de trigo, batata, beterraba... É uma diferença gritante. E pra completar, a casa que íamos ficar, por se tratar de uma casa de temporada, não tinha televisão. Nossa, pensei com meus botões, vou ficar 20 dias enterrada neste lugar, não acredito. Alguém pode me lembrar por que eu saí da França???? Mas digo que esta impressão acabou logo após o almoço. Fomos em uma barragem (um rio represado) que a vista é de enlouquecer. Que lugar é aquele!!!!! Parecia que estava dentro de um filme. Lindo!!! Logo em seguida fomos conhecer o centro de Vila Pouca, para a gente ser capaz de andar sozinhos na cidade né, por que afinal de contas, quem estava de férias eramos nós 4 e o restante da família tinha muita coisa pra fazer no dia seguinte.
Porto
A noite, conhecemos o restante da família. Nossa, quanto primo. Eram mais 5 primos, cada um com pelo menos 2 filhos, mais os maridos ou esposas, enfim, era muita gente. No dia seguinte fomos à Casa de Matheus, localizado em Vila Real, cidade vizinha à Vila Pouca. A primeira vista, parece que estamos em Ouro Preto, arquitetura muito parecida com as que encontramos em Minas Gerais, mas quando vamos para trás do palacete, vemos a diferença. Que jardins são aqueles? Lindo!!! Tudo muito bem cuidado. Com algumas plantações de ameixa, nóz, parreiras, oliveiras, framboesas. Foi um tal de tirar fotos com a parreira, com a oliveira, com a nogueira. Acho que tirei foto com todos os pés das frutas que não temos por aqui. Um bando de idi...rsrsrsrsrs. Com certeza, a Casa de Mateus é um lugar que vale a pena conferir. Nos dias que se passaram, fomos a várias outras cidade. Visitamos Guimarães, Portugal nasceu ali, com seu Castelo imponente. Foi o primeiro castelo que vi que parecia um castelo de desenho animado, me achei a própria Cinderela, rsrs. Mas tem que ter pique pra conhecer hein, pois aja escada para subir. Ainda tem uma torre central que para você chegar até ela, tem que subir uma escada e passar por uma portinha que só se passa de joelhos, uma cena no mínimo engraçada de se ver né. Mais alguns dias se passaram e fomos ao Porto. Afinal de contas, queriamos conhecer a cidade famosa por seus vinhos. Foi dificil achar um estacionamento, afinal, é o problema de toda cidade grande né. De cara, fomos a Igreja e Torre dos Clérigos e quando você fala de torre, prepare-se, pois você também está falando de escada, e de muita escada. Então vamos lá, sobe, sobe, sobe, sobe, e sobe mais, nossa, foi muita escada. Mas vale a pena o esforço, a vista é linda. Acho que tô ficando repetitiva né, toda hora aparece um lida no texto, mas é a verdade. Em seguida fomos logo ver as Caves do vinho do Porto. Para quem não conhece, trocando em miúdos, cave é nome que se dá ao “depósito” dos barris de carvalho onde fica armazenado o vinho para envelhecimento. Na verdade as Caves ficam do outro lado do rio Douro, fica em Vila Nova de Gaia, e é uma ao lado da outra. O problema é saber em qual entrar né, são tantas opções, mas por fim escolhemos a Ramos Pinto, pois era o vinho que meu bisavô sempre tomava nas refeiçoes, tudo tem história da família envolvida. Fizemos um tour, pela Cave e no final experimentamos os 3 tipos de vinho produzidos naquela cave. Eu não sou de beber, mas sabe como é né, ir ao Porto e não experimentar um vinho legítimo é até pecado. O dia terminou no Porto e fomos embora, pois afinal era aniversário do meu irmão e íamos jantar na casa da prima Glória.

Torre dos Clérigos - Porto





Fomos ainda a Braga, onde visitamos o Santuário do Sameiro, Coimbra (fizemos piquinique na beira do rio), mas faltava o principal, Lisboa.
Lisboa fica a mais ou menos a 3 horas de viagem da Vila Pouca e tínhamos que dar atenção a nova familia. Mas, não é que ele tinham programado uma passeio até Fátima conosco, então, matamos 2 coelhos de uma vez só. Fomos até Fátima com eles e depois seguimos viagem para Lisboa, pois já estaríamos muito perto de lá. Aliás, Fátima merece a viagem. Que lugar é aquele. Mesmo para quem não é católica como eu fica tocado ao chegar no santuário. A capela é simples, não tem aquele ostentação sempre presente nas igrejas, ela é pequena e toda branquinha. Uma graça. Tem ainda uma capela erguida ao lado da árvore das aparições, e ali sempre tem missa.
Bom, seguimos viagem até Lisboa. Como já estavamos mortos de cansados, fomos direto ao hotel. No dia seguinte saimos para descobrir Lisboa. E demos uma sorte, pegamos justamente o domingo em que a maioria das atrações são gratuitas. Foram dois dias intensos. Conhecemos tudo que pudemos, Torre de Belém, Padrão do descobrimento, Mosteiro dos Jerominhos, depois, parada obrigatória para comer os pastéis de belém, Museu dos coches, Castelo de São jorge, Rua Augusta, Estádio do Benfica, Parque das Nações e Oceanário de Lisboa. Agora, tinhamos que voltar para Vila Pouca, pois a viagem estava chegando ao fim e tinhamos que nos despedir da família. Mas ainda tinhamos 4 dias de Portugal. A família que fomos conhecer em Portugal é toda por parte da minha bisavó, mas sabíamos que também tinhamos parentes por parte do bisavô perdidos pela região, e não é que meu primo Agostinho os achou. Tinha até uma Tia avó da minha mãe viva. Descobrimos a família toda por lá, graças a boa vontade e paciência do Agostinho. Mantemos contato até hoje. Em nosso último dia de Portugal eles fizeram uma festa de arromba para gente. Começou no almoço, com churrasco e terminou por volta de meia-noite, com muita dança típica da Vila. Portugal me surpreendeu!
Esta foi minha viagem à 1º viagem à Portugal. Em agosto estarei de volta para matar saudades e com certeza terei mais histórias para contar.

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