domingo, 6 de junho de 2010

A primeira viagem a Europa











Um sonho que virou realidade. Os planos começaram oito meses antes. Ansiedade para comprar as passagens, os Euros, afinal de contas, seria nossa primeira viagem à Europa. Finalmente o dia chegou, não preguei os olhos à noite toda, pois, a expectativa era grande (risos).
Embarcamos, andamos pelo free shop, pesquisamos alguns preços, decolamos. Nosso primeiro destino era PARIS (FR). Fizemos uma conexão em Lisboa, onde o vôo para Paris atrasou 2 horas. Em tempos de caos aéreo no Brasil, houve problema somente em Portugal, e não havia ninguém protestando. Aguardamos pacientemente.
A decolagem do vôo para França deixou-me um pouco assustada, pois o piloto ganhou altitude muito rapidamente e nos causou um pouco de mal estar, que não foi suficiente para estragar aquele momento. Finalmente estávamos na França. O desembarque foi pelo aeroporto de Orly, onde não vimos sinal de alfândega. Acredito que com a Comunidade Européia, o vôo Lisboa/Paris seja considerado doméstico, isto motivou esta facilidade.
Fiquei hospedada na casa de parentes ao lado de um Castelo, em Brie. Era o Castelo de Ferrieres, que está fechado a visitação. Lá, os distritos estão sempre próximos a um Castelo. O primeiro dia foi sem grandes visitas à cidade, mas já deu pra ter um gostinho, fomos a um Shopping que estava em Liquidação de verão, La Vallee, ele é uma ponta de estoque. É possível encontrar de tudo por lá, Louis Vuitton, Armani, Nike, Puma, com preços bem mais em conta do que na cidade.
No segundo dia, minha prima portuguesa foi nossa guia, e nos ensinou a usar o metrô e o trem de maneira que não ficássemos malucos. Não se assustem, depois que se entende o sistema de transporte de lá, fica fácil.
Primeira parada, Arco do Triunfo. Nossa! Lembro que eu olhava pro meu irmão e me perguntava, será que é verdade? Não acreditava que aquilo finalmente estava acontecendo. Depois, descemos pela Av. Champs Elysee, com todas aquelas lojas famosas como Cartier, Armani, e todas aquelas que você puder imaginar, inclusive um Mc’Donalds.
Fomos até o Hôtel des Invalides, uma espécie de hotel que hospedava os inválidos vindos da guerra. O jardim do hotel é imenso. Dentro funciona o Museu da armada. Entre a Champs Elysse e o Hotel des Invalides, há o Rio Senna e a ponte de Alexandre III, onde conseguimos tirar a melhor foto da Torre Eiffel. Seguimos até a Ópera, passando pela Galeria La Fayette.
No terceiro dia já ficamos sozinhos. Estava chovendo e em pleno verão europeu estavamos todos agasalhados. Fomos direto à Notredame, linda Catedral, onde não se paga nada para entrar, mas há uma pequena fila que não é muito demorada. Procure fazer silêncio quando entrar na Catedral, pois sempre há missa e alguém se confessando. Caso queriam subir na torre, será cobrado um ingresso, do qual não me lembro o valor. A subida é desgastante, mas vale a pena. Lá em cima não há muito espaço, são mais de 250 degraus de pedras, em formato de caracol. Cuidado, pois ao mesmo tempo que você sobe, outras pessoas descem. De lá, partimos para Madeleine que infelizmente estava fechada, para reforma. Neste dia não fizemos mais nada, estavamos cansados de tanto subir escada.
Quarto dia: Fomos à Torre Eiffel. Finalmente um dia mais propício para subir! Pois o tempo dava sinal de melhoras. Doce ilusão já na fila para compra do ingresso, o tempo começou a mudar, uma ventania, o céu de azul ficou preto. Mas tínhamos acabado de chegar e ainda estávamos no final da fila.
Foram 2 horas somente para adquirir o ticket e mais trinta para chegar ao elevador. Mas sinceramente, nós não sentimos o tempo passar. Ficamos hipnotizados com a quantidade de ferro em cima da gente. Para quem vai por conta própria, muito cuidado para não entrar na fila errada. Você tem opção de comprar de ingresso que dá acesso somente ao 1º piso, ao 2º, ao 1º e ao 2º, e o mais cobiçado, aquele que permite subir a todos os 3 pisos da torre.
Em cada lugar que parávamos, uma sensação diferente, calor no primeiro (pois o sol tinha saído), frio no segundo ( o sol já havia se escondido), e muito frio no terceiro, com direito à vento, chuva forte, luva e cachecol. Quando finalmente descemos, o sol já havia voltado a aparecer.
Fomos até o Trocadero, para tirar mais algumas fotos da torre e depois faríamos o passeio de barco pelo Senna, mas o tempo fechou de vez e desistimos. Voltamos para casa.
Quinto dia: A chuva ainda caía forte em Paris, então resolvemos ir ao Museu du Louvre. Para os marinheiros de primeira viagem: o museu fecha às segundas e às terças. A entrada acontece pela pirâmide. São várias galerias e é possível escolher a que mais lhe agradar. Há indicações de onde estão o quadro da Monaliza e a escultura de Davi. Você pode entrar com máquinas fotográficas, sem problemas, mas não pode tirar fotografias dos quadros. O restante é liberado. Bom, o museu, como deve se imaginar, ocupa um dia inteiro, até mais de uma semana para quem desejar conhece-lo na integra.
No sexto e sétimo dias (um sábado e domingo), ficamos com nossos primos e Fomos ao Castelo de Vimconte, Bem afastado de Paris. Por dentro, é um museu como outro qualquer e me lembrou muito o nosso museu imperial, em Petrópolis. A diferença entre um e o outro estava nos jardins. Com labirintos de plantas ao fundo, com campo de golf, e em volta do castelo, um lago com carpas enormes. Nos levaram também para conhecer o local em que a seleção Brasileira ficou concentrada na época da Copa da França. No Domingo à noite, fomos levados a Paris. A Torre iluminada é mais bonita ainda. A Champs Elysee parece que não para, o mesmo movimento que se vê durante o dia se vê à noite. Vale a pena dormir um pouco mais tarde e conhecer Paris iluminada. No verão francês, o sol se põe por volta das 22:30h.
No último dia de França, fomos até a Disney. São dois parques, um tradicional, O Studio Disney, que conta um pouco da história de Walt Disney, os desenhos clássicos e é possível fazer fotos com algumas personagens (pouquíssimas). O segundo parque é o Disneyland, que tem como atrações, brinquedos mais radicais, Castelo da Cinderela, Piratas do Caribe, Indiana Jones, etc,etc, mas neste parque, você só consegue ver personagens clássicos da Disney na chamada “Parada dos Sonhos”, um desfile que reúne os principais personagens da Disney, na minha opinião, foi o melhor do parque. À noite foi de despedida.
Paris estava no fim. Não conseguimos conhecer os Jardins de Luxembourg, Montmartre, e várias outras atrações. Por isso que o título deste texto é “A primeira viagem à Europa”, ainda tem muita coisa para conhecer em Paris e espero voltar muito em breve para que estas lacunas sejam preenchidas. Mas a viagem continuou. Agora o destino era Portugal. Mas esta experiência eu conto depois.
Dicas: Ande sempre com seu passaporte por perto, em alguns lugares, menores de 25 anos tem desconto de 50%. Procure comprar o Orange Carte – É um passe que lhe dá direito a utilizar durante uma semana de transporte público, metrô, trem e ônibus, quantas vezes forem necessárias. Para isso, leve na viagem uma foto 3X4, pois sem ela, você não conseguirá o passe.
Beijos e até a próxima.

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